| |
|
| | |
RENATO JANINE RIBEIRO
é professor titular de Ética e Filosofia Política
na Universidade de São Paulo. Sua pesquisa inicial tratou
do filósofo inglês Thomas Hobbes, a quem dedicou seu
mestrado (Sorbonne, 1973) e seu doutorado (USP, 1984). Desde vários
anos se tem interessado em pensar uma filosofia política
que leve em conta sociedades ocidentais "dissidentes",
como a brasileira e outras de Terceiro Mundo, que dão maior
importância ao afeto na vida pública. Entre seus principais
interesses, estão a natureza teatral da representação
política e as dificuldades na construção da
democracia no Brasil.
Assim, depois de
publicar A Marca do Leviatã (2ª edição,
Ateliê Editorial, 2003) e Ao Leitor sem Medo (2ª edicao,
Ed. UFMG, 1999) sobre Thomas Hobbes, escreveu ensaios de filosofia
política (A última razão dos reis, Companhia
das Letras, 1993) e mais recentemente uma obra na qual procura discutir,
com base na filosofia política, a cultura e a sociedade brasileiras.
Este livro é A sociedade contra o social: o alto custo
da vida pública no Brasil (Companhia das Letras e Fundação
Biblioteca Nacional, 2000), que ganhou o Prêmio Jabuti 2001,
na área de ensaios e ciências humanas.
Em 2001 lançou,
ainda, A Democracia e A República (Publifolha).
Considera que democracia e república fazem parte da "boa
política" que o século 20 nos legou, e que é
preciso fazer convergirem a demanda do desejo democrático,
que vem de baixo, e a preocupação com a coisa pública,
que se expressa na maneira como se administram essas demandas populares
e legítimas.
Em 2003, com base
na sua experiência em política científica (na
SBPC, no CNPq e na Associação Nacional de Pós-Graduação
em Filosofia), lançou o livro A Universidade e a Vida
Atual, com o subtítulo Fellini não via filmes
(Rio de Janeiro: Campus, 2003), em que defende uma universidade
mais aberta para a sociedade e mais inovadora no plano da pesquisa.
No mesmo ano, também publicou Por uma nova política
(São Paulo: Ateliê Editorial, 2003), que é
uma reflexão sobre sua campanha para a presidência
da SBPC.
Também na
USP defendeu a livre-docência (1991) e foi aprovado no concurso
de titular (1993). Foi presidente da Comissão de Cooperação
Internacional da USP (1991-94) e membro do Conselho Deliberativo
do CNPq (1993-97). Foi condecorado, em 1998, com a Ordem Nacional
do Mérito Científico. Ocupou na Sociedade Brasileira
para o Progresso da Ciência (1997-99) os cargos de Secretário
e de Conselheiro e também presidiu a Comissão de Programação
Científica da 50a Reunião Anual da SBPC, em Natal
(1998) e da 51a, em Porto Alegre (1999). Concluiu a orientação
de onze doutorados e de cerca de quinze mestrados.
|
| |