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Nova Política O
que será esta nova política? Caracterizo-a por alguns traços
básicos: 1)
do ponto de vista dos meios utilizados, são os mais avançados.
A informática e, sobretudo, a Internet constituem seus instrumentos por
excelência. Mas não se trata de meras técnicas, de simples
meios a serviço de fins que continuariam sendo os mesmos do passado; 2)
e isso porque a articulação das pessoas entre si, a formação
de seus elos sociais, não está mais determinada por meios
do passado, que se concentravam em torno de uma idéia-chave, a de interesse,
geralmente econômico. Este continua tendo seu peso, mas que diminui
cada vez mais; 3)
assim, vão perdendo sua importância relativa – embora continuem
existindo – as instituições pesadas, permanentes, sólidas,
como partidos, sindicatos, associações de defesa de interesses precisos,
lobbies; 4) e vão crescendo, e aumentando seu peso relativo na cena
política, ainda que sem eliminar as instituições pesadas
e sólidas, outros elos sociais, mais leves, até mesmo mais fracos,
mais montados em algo ambíguo, que ainda não sabemos em que medida
chamar de ideal, em que medida chamar de desejo; 5)
tudo isso se ligando a uma alteração significativa nas identidades.
Até um tempo atrás, cada pessoa se situava na sociedade a partir
de uma identidade principal claramente determinada. Podia ser sua profissão,
no caso de um homem, a condição de dona de casa, no caso da mulher,
a religião ou opção política, em certas situações
– mas sempre havia um foco central a identificar cada um. Hoje, não
há mais. Desenvolveremos, neste prefácio, o que é esta nova
política e de que modo ela contrasta com suas antecessoras, a política
antiga e a moderna. 2 A
política que chamamos dos antigos é essencialmente a de Atenas e
Roma. Na verdade, ela beneficiava, no apogeu da forma democrática em Atenas
e da republicana em Roma, poucas dezenas de milhares de pessoas. Em contraste,
a China da mesma época reunia muitos milhões de indivíduos,
em torno de uma concepção do poder completamente diferente. Pode
então soar arbitrário que estudemos no pormenor uma minoritária
política ocidental, e ignoremos por completo uma majoritária política
oriental. Pode bem ser que, no futuro, se dê maior destaque à idéia
chinesa do governante como jardineiro, aquele que assegura o equilíbrio
social e cósmico, do que à sua concepção ocidental
como pastor, que tange e mata, e modernamente como soberano, como quem faz e inova. Mas,
se isso pode um dia vier a ocorrer, ainda não é o caso. Porque certamente
a mais forte das idéias políticas, em nosso tempo, é a de
democracia. E ela é ocidental ou, para sermos exatos, grega. De Roma, tiramos
também uma idéia forte, que é a de república, ou seja,
a convicção de que o poder deve estar voltado para a res publica,
a coisa pública, o bem comum. Desenvolvi estas duas idéias em outros
lugares1,
e por isso não as pormenorizo aqui. O
essencial é que costumamos entender a política antiga a partir das
virtudes. Seja em Atenas, seja em Roma, supõe-se que o governante
e os cidadãos coloquem, à frente de tudo o mais, o bem comum, a
pátria. Isso distingue a "boa política" antiga, a dessas
duas cidades exemplares, das outras, em especial da francamente má, que
é a dos tiranos. Aliás, ao falar numa boa política estou
realizando uma leitura retrospectiva, de quem – com os olhos de hoje – considera
aí residirem as melhores contribuições dos gregos e romanos
para a política moderna. Mas esta atitude é inevitável. Uma
forte idéia dos antigos é que não haveria boa política
dissociada da ética. E multiplicam-se as histórias romanas de heroísmo,
como a de Múcio Sévola, que deveria matar o chefe inimigo que cercava
Roma – e aprisionado, ameaçado dos piores tormentos, toma a iniciativa
de expor a mão sobre um braseiro, deixando-a queimar por inteiro, sem soltar
um gemido sequer de dor, punindo-a porque ela errara o alvo. *
* * A modernidade
mudará de registro. A política moderna não é das virtudes,
mas dos interesses. Maquiavel, esse autor tão mal falado, o anota quando,
no cap. XV d’O Príncipe, diz que pretende tratar de Estados que
realmente existem, e não de políticas ideais: porque, se ele idealizar,
só ensinará o chefe político, "o príncipe",
a correr à própria perda, em vez de preservar seu estado – isto
é, sua condição de governante – e seu Estado. Maquiavel procurará,
acrescenta, dizer coisa útil. E com isso deporta as virtudes para a vida
privada, retirando-as da vida pública. Se ele chama de virtù
a capacidade do líder para agir de maneira criativa e bem sucedida,
vencendo as circunstâncias, essa qualidade nada mais tem a ver com a virtude
moral. É a idéia
de interesse, porém, que representará a mudança radical
que caracteriza a modernidade. Tomemos a crítica que Thomas Hobbes, por
exemplo, faz à política antiga. Muitos, diz ele, leram os clássicos
gregos e romanos que tratam da política, em especial Aristóteles
e Cícero. Mas quanto derramamento de sangue causou, no Ocidente, o aprendizado
do grego e do latim! ironiza ele, no cap. 21 do Leviatã. Isso porque
esses leitores modernos dos antigos acreditaram nas qualidades das democracias
e repúblicas, e assim se voltaram contra as monarquias da época
"atual". Essa
crença os cegou. Enganou-os. O que pode abrir-lhes os olhos? É a
compreensão de seu verdadeiro interesse. E não importa que
Hobbes mal empregue essa palavra, que será difundida sobretudo com Tocqueville,
o qual falará em "interesse bem compreendido". A idéia
já está presente em Hobbes e nos políticos dos séculos
XVII e XVIII. O que se deve ensinar aos homens é seu autêntico interesse.
Este consiste, antes de mais nada, em evitar a morte violenta. Se cada um de nós
buscar satisfazer só o seu egoísmo, correrá para a própria
perda. Devemos ceder. Devemos negociar. Devemos contratar. Os modos de fazer isso
variam conforme o autor, mas o modelo é sempre um: o filósofo da
política mostra ao indivíduo desorientado qual é seu verdadeiro
interesse, e este último, esclarecido, renuncia a uma parte dos seus desejos,
para se preservar. Com o tempo, o interesse adquire um tom econômico. É
o que melhor permite quantificar ganhos e perdas. Como ganho mais, como perco
menos? eis a questão. Sobre
essa idéia de interesse, vai-se construir todo um sistema político.
O que são partidos, se não agrupamentos que reúnem interesses?
O que é a pregação política, se não o empenho
de mostrar que meu interesse não está no outro partido, mas sim
neste daqui? Se sou trabalhador, como votarei num partido que favorece os interesses
dos patrões? Se vivo de rendas, por que apoiaria uma agremiação
que defende sobretudo os assalariados? A racionalidade assim se sustenta de alguma
forma no dinheiro. E não é casual que, no século XIX, apenas
votasse quem possuía bens. A suposição é que o proprietário,
por ter mais a perder em caso de uma guerra desastrada ou de simples má
gestão demagógica do bem comum, seria mais sensato, promovendo políticas
mais racionais, mais equilibradas. Mas, com o passar do tempo, dessa racionalidade
dos interesses econômicos que beneficiava sobretudo os proprietários,
passou-se também a uma racionalidade econômica favorável aos
trabalhadores. Nasceram, cresceram, fortaleceram-se os sindicatos. Todos
esses elementos continuam importantes. Seria um erro proclamar, e pior ainda
celebrar, o fim dessa política. Ela continua forte e mesmo necessária.
Digo até mais: ela continua predominante. E nada tenho contra isso.
A discussão dos interesses continua sendo crucial. Num país como
o nosso, por exemplo, a gritante injustiça social se sustenta num reconhecimento
muito claro, por parte das classes dominantes, de seus interesses na exploração
do trabalho, e isso requer que as pessoas e grupos empenhados em mudá-lo
lutem no plano dos interesses, e portanto no da economia. Não o fazer é
enganar ou enganar-se. Contudo, a política dos interesses tinha um pressuposto
fundamental que, este sim, entrou em séria crise. Esse era o de que cada
um de nós teria uma identidade prioritária, preferencial, claramente
determinada. Em outras
palavras, a política moderna sustenta-se numa idéia de sujeito.
Cada um de nós – cada sujeito – é prioritariamente, digamos, patrão,
operário, dona de casa. Dessa localização, dessa identificação,
torna-se possível inferir quais são os interesses de cada um. Se
sou patrão, religioso e chefe de família, segue-se que votarei num
partido conservador. Se sou trabalhador, não pratico a religião
e não tenho filhos, segue-se que é provável eu votar num
partido de esquerda. Se não trabalho, sendo esposa e mãe, segue-se
que adotarei uma posição política mais tradicional. Aliás,
eu poderia ir mais longe. No século XIX, quando essa política se
consolida, o patrão é chefe de família e, mesmo que em seu
foro íntimo seja descrente, pelo menos publica uma religião. O operário
europeu não tem família e não gosta da Igreja. A mulher só
é valorizada se for filha, esposa, mãe. Uma identidade acarreta
todas as outras. A identidade é por pacote: vem um conjunto, não
dá para selecionar o que queremos ou não. Ela é prêt-à-porter. *
* * Mas a crise
das identidades torna insustentável o primado exclusivo dos interesses.
Hoje cada um de nós tende a ser uma mistura de identidades. Lembro com
que estranheza, em 1973, no aeroporto de Zurique, vi um segurança de vinte
anos de idade com um brinco na orelha. Na época, uma coisa contradizia
a outra. A profissão entrava em choque com o enfeite. A seriedade da função
repressiva conflitava com o prazer, a ruptura, o caráter contestatório
do adorno. Hoje, isso coloca cada vez menos problemas. Há homossexuais
assumidos que lideram partidos de extrema-direita. Há empresárias
bem sucedidas que são mães de família. Há evangélicos
em todos os partidos, bem como católicos devotos. Em nossos dias, essas
diferentes identidades que cada um assume tendem assim a conviver, embora com
um variável grau de conflito. Então, qual identidade – e qual interesse
– prevalecerá? Dependerá das circunstâncias. Dependerá
das ênfases. Colegas de trabalho, com o mesmo perfil – digamos, professores,
negros, provenientes da classe média baixa, votando no PT – podem priorizar
diferentes aspectos de um mesmo mix de identidades. Um pode ser militante do movimento
negro, outro, do PT, um terceiro, filatelista ou músico. Notem, aliás,
como perdeu relevo a cobrança por participação política
ou sindical. Excetuados os momentos decisivos, quando uma ameaça séria
se coloca a alguma identidade, não nos sentimos autorizados a exigir dos
outros uma atuação constante e prioritária em tal ou qual
direção política. Vale a pena insistir nisso, porque quem
trabalha com política costuma ressaltar a opção partidária,
explícita ou implícita, e o que estamos vendo é que ela tende
hoje a se reduzir. Disso
decorrem dois resultados. O primeiro é que as instituições
– antes sólidas – que representavam interesses perdem, precisamente, sua
solidez. É verdade que os cientistas políticos insistem na importância
de termos partidos fortes, representativos, disciplinados, bem definidos. Mas
penso que, embora esses devam continuar existindo, essa solidez encaminha-se para
o passado. Eles se conservarão peças importantes no sistema político,
mas terão cada vez mais que repartir espaço com outros atores. O
mesmo vale para os sindicatos. Porque a novidade é que novos traços
identitários foram surgindo, crescendo e ocupando lugar. E a característica
– eis o segundo resultado – desses novos traços é que eles não
podem ser reduzidos ao esquema dos interesses. São,
sim, reduzidos aos interesses certas vezes. A sociedade norteamericana está
construída com base nestes últimos. Daí que qualquer movimento,
gay, feminista ou negro, se realize enquanto lobby. Os lobbies junto ao Congresso
norte-americano são o modelo mais acabado de representação
quase indisfarçada de interesses. Nos Estados Unidos os próprios
movimentos sociais se convertem em lobbies2.
Mas essa é uma característica daquele país, difícil
de exportar para outros. *
* * O
que cada vez mais vivemos é outra coisa. É um dilema. Ou temos uma
histeria identitária, ou uma abertura de identidades. A histeria ocorre
quando assumo uma só, dentre as várias identidades que tenho – e
justamente por saber, mesmo que inconscientemente, que "sou trezentos, trezentos
e cinqüenta", forço-me na direção de apenas um
desses papéis. Isso se vê quando o contato social se reduz a um parque
temático. Quem só freqüenta o mundo gay, ou o mundo yuppie,
ou o mundo petista, ou o ambiente socialite, acaba correndo o risco de tornar-se
um parque temático portátil. Veste-se de um jeito, assiste a determinados
espetáculos, opina de maneira previsível. Vive a sociedade como
uma tribo. Evidentemente a coisa pode ser bem pior e, em vez de ser apenas ridícula,
a pessoa pode tornar-se criminosa, como foi o caso quando se desagregou a Iugoslávia
e assassinos apareceram por todos os lados, expressão de diferentes histerias
identitárias. Ou nos fechamos numa só identidade, dizia, ou nos
abrimos. Esta é a melhor perspectiva. Ter consciência de suas várias
e conflitantes identidades é enriquecedor. E com isso chego à política
que conduzimos durante a campanha. Entre minhas diversas identidades, fraturas
se criam. Não sou um todo homogêneo. Stendhal bem o sabia, que dizia
– no começo do século XIX – que detestava politicamente a direita
no poder, simpatizando com a oposição e o proletariado, mas não
conseguiria conviver socialmente com os miseráveis. Essa cisão no
ser é uma característica que vem desde os primórdios da modernidade,
mas foi, até poucos anos atrás, abafada. O
exemplo de Stendhal pareceria um equívoco, um atraso (e é um exemplo
sem dúvida desagradável, politicamente incorreto, diria um jornalista3),
mas na verdade era uma antecipação. É claro que substituiremos,
cada vez mais, os termos que Stendhal usou. Falaremos na difícil conciliação
de uma origem de classe, uma educação, uma escolha política,
uma fé religiosa, uma orientação sexual, gostos artísticos,
valores e sabe-se lá o que mais. A
cada um desses aspectos, tendemos a conferir cada vez maior intensidade. Antes,
uns deles eram dispensáveis ou francamente secundários. Prevalecia
a origem de classe, harmonizada com o dinheiro e a profissão. Hoje, não
só os lados menores cresceram, como podem eles próprios prevalecer.
Esta fratura causa dificuldades e mesmo sofrimento. Mas tem um enorme mérito.
Abre espaço para o novo. Uma cisão dentro de nós facilita
o diálogo. Reduz a blindagem. As identidades bem acabadas blindavam a personalidade.
Nada entrava. Mas nada disso elimina, enquanto vivermos numa sociedade fundamentalmente
injusta do ponto de vista social, os interesses que ainda pesam enquanto hipoteca
sobre nós. É possível e provável que, quando superarmos
nossa dívida social, a questão do que não é
interesse se libere e floresça. Aliás, digo algo nesta direção
no manifesto de lançamento de minha candidatura, adiante, no cap. 2. Numa
sociedade justa, poderíamos – talvez, não estou certo – pensar só
por pensar. Mas com toda a certeza hoje, no Brasil, a responsabilidade social
é fundamental. A questão, pois, é como fazer que uma
nova política, mais leve, mais fundada na inteligência, seja o melhor
meio de concorrer para a responsabilidade social da ciência. Quando, daqui
a algumas páginas, eu insistir em que o nosso interlocutor principal deixe
de ser quem está no governo para se tornar a sociedade – bem mais difusa
e rica que o poder de Estado, mas, acima de tudo, aquela que numa democracia é
quem detém com legitimidade a soberania –, é esta proposta que estará
em jogo. *
* * É esta
convicção – de que estamos diante de seres humanos mais ricos, mais
variados – que me levou a fazer uma campanha de idéias. Penso que nossa
época é uma das que mais permitem a discussão em torno de
temas. É claro que são grandes os fechamentos. Mas são menores
do que nos tempos em que a identidade vinha pronta. Mais
um ponto: somos cientistas. A SBPC, como as sociedades científicas, culturais
e as universidades, é um ambiente cujos membros trabalham com o pensamento.
Nossa própria existência profissional depende de acreditarmos na
importância das idéias, das experiências, da pesquisa. Precisamos,
sempre, provar à sociedade como um todo que temos um papel relevante a
cumprir. Isto é, precisamos convencer nossos concidadãos, do político
até o eleitor, que as idéias, a pesquisa e a experiência valem
alguma coisa socialmente – melhor dizendo, que valem muito. Ora, como os
persuadiremos se nós mesmos não acreditarmos nisso? Daí uma
segunda razão para fazer uma campanha de idéias. Se realizasse uma
campanha baseada numa rede de apoios – como, aliás, fez meu principal adversário
– estaria apelando a interesses, a identidades, a necessidades, mas não
a idéias. Apelaria ao fechamento, não à abertura. Defenderia
a permanência do mesmo, não o diálogo. Evidentemente, esses
interesses têm valor. Laboratórios e bibliotecas precisam de verbas.
Medidas têm que ser exigidas do governo. Mas este não é mais
o cerne das questões. Uma nova política precisa estar centrada naquilo
que vai além dos interesses. Esse "além dos interesses",
essa fratura entre as identidades, é o que abre lugar para idéias
novas, para uma recriação das relações entre o mundo
da ciência e a sociedade. Finalmente,
o melhor veículo para isso é a Internet. Construir um site de campanha
e, depois, usar a mídia eletrônica da SBPC era uma maneira de investir
nesses furos na carapaça identitária. Ela custa muito barato, quase
nada. Não é uma indústria, no sentido tradicional, o das
matérias primas, sede física e tudo o mais que despende muito dinheiro
e por isso mesmo constrói um poder ou uma força econômicos.
Por isso, afirmei no começo que a Internet não é só
um meio. Ela apenas se mostra interessante quando não a vemos como mero
instrumento, mas como o meio adequado a um fim em especial, que é o de
desvincular as pessoas de suas identidades conformistas. O que é fascinante
nos jovens é como viajam mundo afora dentro de seus próprios quartos.
É claro que precisam, sim, precisamos todos viajar fisicamente. Mas é
bom que mesmo dentro do espaço confinado se abram janelas enormes para
o mundo, para a diferença. Fazer uma campanha de idéias pela Internet
é fazer uma diferença. NOTAS 1
Ver "Democracia versus República: a questão do desejo nas lutas
sociais", in Newton Bignotto (org.), Pensar a República, Belo
Horizonte: Editora da UFMG, 2000, e meus livros A República e A
Democracia, ambos São Paulo: Publifolha, 2001. 2
Ver o cap. "Grandeza e miséria do politicamente correto" de meu
A sociedade contra o social, São Paulo: Companhia das Letras, 2000. 3
Menciono os jornalistas, porque são quem mais usa a expressão politicamente
correto (ou incorreto). | | |